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Paper Details

Determinação de 17α-etinilestradiol em amostras ambientais de água e esgoto de Brasília, Distrito Federal

Thales Viana Labourdette Costa, Juliana Pinheiro Gomes, Jaime Lopes da Mota Oliveira, Mauricio Homem-de-Mello

Journal Title:Revista de Iniciação Científica e Extensão
Abstract


O 17α-etinilestradiol (EE2) é um estrogênio sintético utilizado como anticoncepcional de via oral, e  sua  ação  farmacológica  consiste  em  mimetizar  os  efeitos  do  estrogênio,  atuando  sobre  seus receptores.  Atua  também  como  desregulador  endócrino,  promovendo  alterações  nos  padrões hormonais  de  seres  vivos.  O  EE2  pode  se  acumular  na  água,  comprometendo  o  sistema endócrino  de  seres  marinhos  e  implicando  em  um  descompasso  hormonal.  Apesar  de  seus efeitos adversos serem bem documentados, há falta de estudos sobre a presença e quantidade de EE2 em águas de diversas regiões brasileiras, incluindo o Distrito Federal. Com base nesse contexto,  o  presente  trabalho  possui  o  objetivo  de  quantificar  a  presença  do  EE2  em  amostras do  Lago  Paranoá  (DF),  de  água  tratada  disponibilizada  à  população  do  Distrito  Federal,  esgoto dessa  mesma  região  e  de  seu  efluente,  a  fim  de  observar  a  presença  de  EE2  nas  mesmas,  e análise  de  uma  possível  variação  sobre  diferentes  estações  do  ano.  Para  isso  realizaram-se duas   coletas,   uma   no   dia   03/04/18 e   outra   no   dia   14/06/18   (estação   chuvosa   e   seca respectivamente)  de  1  L  de  água  de  cada  local,  e  as  amostras  foram  armazenadas  a  8ºC  com metanol  1%.  As  amostras  foram  filtradas  para  remoção  de  contaminantes  e  posteriormente concentradas  por  extração  em  fase  sólida.  A  quantificação  do  etinilestradiol  foi  realizada  por ELISA. Constatou-se que os níveis de EE2 para a maioria das amostras ficou abaixo do limite de quantificação  da  metodologia  (0,05  ng/L),  bem  como  não  mostraram  sofrer  alterações  em  seu perfil  de  EE2  ao  longo  do  tempo,  com  exceção  das  amostras  de  esgoto  e  efluente.  Para  as amostras coletadas em abril de 2018, a faixa de EE2 variou de 1,2 a 1,8 ng/L para o esgoto e 0,2 a 0,8 ng/L para o efluente. As amostras coletadas em junho de 2018 por sua vez variaram de 1,3 a 2 ng/L para o esgoto e 0,8 a 1,4 ng/L para o efluente. A maior quantidade de EE2 detectada para as amostras na segunda coleta poderia ser justificada pelo deslocamento de resíduos para a estação de tratamento pelas chuvas. Além disso, o resultado da água tratada, que ficou abaixo do  limite  de  quantificação,  indica  que  o  tratamento  ao  qual  a  água  é  submetida  foi  capaz  de reduzir  os  níveis  de  EE2  para  valores  indetectáveis  pela  metodologia  utilizada.  As  amostras  de efluente  e  esgoto,  por  suavez,  mostraram  níveis  de  EE2  capazes  de  provocar  alterações  em organismos aquáticos como verificado em literatura.

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