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Paper Details

Anti-infecciosos prescritos a idosos em unidade de terapia intensiva de um hospital público do Distrito Federal

Kattia Maria Braz da Cunha

Journal Title:Revista de Iniciação Científica e Extensão
Abstract


A população idosa tem crescido em ritmo acelerado. No Brasil, o IBGE, estima que entre 2002 e 2012  aumentou  de  14,9  para  19,6  a  razão  de  idosos  para  cada  grupo  em  idade  ativa.  O envelhecimento gera aumento de doenças, hospitalizações e demandas por unidades de terapia intensiva  (UTI).  A  hospitalização,  principalmente  de  idosos,  é  considerada  um  risco  por  serem mais  suscetíveis  a  infecções  hospitalares,  seja  pela  dificuldade  de  movimentação  no  leito  ou internação  prolongada.  O  hospital  e  UTI  são  reservatórios  importantes  de  microorganismos patógenos  virulentos,  sendo  que  30%  das  infecções  hospitalares  ocorrem  na  UTI.  O  uso indiscriminado  e  sem  controle  de  anti-infecciosos  contribui  diretamente  para  o  surgimento  da resistência bacteriana, elevando o tempo de hospitalização prolongada, bem como os índices de morbimortalidade.  A  terapia  empírica  de  amplo  espectro  diminui  a  mortalidade,  contudo  o  uso irracional  dos  antimicrobianos,  pode  gerar  a  multirresistência  e  elevar  o  risco  de  toxicidade  e interações medicamentosas, principalmente em idosos. Descrever as características dos idosos, avaliar  e  descrever  o  uso  de  antimicrobianos  na  UTI.  Estudo  observacional,  descritivo  e prospectivo.  População  de  idosos  internados  por  mais  de  24  horas  na  UTI,  entre  setembro  de 2017  a  julho  de  2018.  Aprovação  do  Comitê de  Ética  em  Pesquisa  nº  2.269.937.  Dados coletados das prescrições eletrônicas e, eventualmente, manuais, lançados em Excel® 2013. A análise  dos  dados  no  Statistical  Package  for  the  Social  Sciences  (SPSS),  versão  20.0  e  Excel. Nível de significância adotado 5%. Total de 67 pacientes, maioria feminina, 53,7% (n=36), média de idade 71,7 anos, média de peso 63,8% kg, média ponderada de internação 21 dias e motivo de  internação,  maioria  por  recuperação  pós-cirúrgica,  seguida  de  doenças  do  tubo  digestivo  e parada  cardiorrespiratória.  Foram  prescritos  22  antimicrobianos.  37,0%  dos  pacientes  (n=25), receberam  meropenem,  32,8%  (n=22)  usaram  vancomicina  e  17,9%  (n=12)  polimixina  B.  Para os   antimicóticos   de   uso   sistêmico,   foram   indicados   anidulafungina   com   17,9%   (n=12)   e fluconazol  com  6,0%  (n=4).  Classificados  por  grupo  farmacológico,  os  carbapenêmicos  foram indicados com mais frequência, (n=30) 21,9%, seguidos dos glicopeotídeos (n=22) e polimixinas (n=12)  8,76%,  os  antimicóticos  juntos  somaram  11,6%.    Não  fizeram  uso  de  nenhum  anti-infeccioso,  16,4%  dos  idosos  (n=11)  Apenas  1  paciente  fez  uso  de  anti-infeccioso  tópico  para uso ocular. A terapia empírica foi predominante. O estudo demonstrou que a maioria dos idosos usaram  antimicrobianos,  sendo  os  mais  consumidos  indicados  para  tratamento  de  infecções causadas por bactérias multirresistentes. É importante que haja protocolos bem claros de uso de antimicrobianos em idosos e em UTI como estratégia de saúde pública

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