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Paper Details

O papel do farmacêutico no uso racional de antimicrobianos e controle de resistências bacterianas

Daniely Martins da Silva, Karoline de Britto Rocildes Abreu, Nathalia Lobão Barroso de Souza da Silveira, Nathasha Stella Reis

Journal Title:Revista de Iniciação Científica e Extensão
Abstract


A  resistência  bacteriana  aos  antibióticos  é  um  atual  problema  de  saúde  pública.  Grande  parte das   infecções   hospitalares   são   causadas   por   bactérias   que   já   não   respondem   mais   a determinados antibióticos  por  conta  da  emergência  de  mecanismos  de  resistência.  O  uso inadequado  desses  medicamentos  induz  à  seleção  natural  de  bactérias  resistentes.  A  taxa  de mortalidade pelas principais doenças infecciosas chega a 11 milhões de pessoas por ano. Com isso,  é  imprescindível  o  uso  racional  de  antimicrobianos,  pois  podemos  retornar  à  era  pré-antibiótico  e  colocar  em  perigo  milhares  de  vidas  devido  ao  uso  inadequado.  O  farmacêutico clínico está intimamente ligado ao uso racional dos antimicrobianos. Dentreos seus papéis está em   aconselhar   antibioticoterapia,   ajudando   na   escolha   do   antimicrobiano   correto,   sugerir alterações  de  posologia,  orientar  a  preparação  como  a  administração  desses  medicamentos, acompanhar o tempo de tratamento, além de educar profissionais de saúde e o paciente quanto ao  uso  racional  de  antimicrobianos.  Este  trabalho  tem  como  objetivo  demonstrar,  por  meio  dos indicadores do serviço de farmácia clínica de um hospital terciário, intervenções relacionadas ao gerenciamento  do  uso  de  antimicrobianos.  Trata-se  de  um  estudo  descritivo  retrospectivo,  em que foram analisadas as intervenções realizadas no período de janeiro de 2017 a dezembro de 2018,  relacionadas  ao  gerenciamento  do  uso  de  antimicrobianos.  No  ano  de  2017  a  taxa  de cobertura  de  leitos  acompanhados  pela  Farmácia  Clínica  foi  de  22%  (média  de  155  pacientes por mês) e 25% (650) das intervenções farmacêuticas foram relacionadas a antimicrobianos. Já no ano de 2018 a taxa de cobertura foi de 18,2% (média de 111 pacientes por mês) e 24% (936) das intervenções foram relacionadas ao uso dos antimicrobianos, demonstrando um aumento de 144%  nesse  tipo  de  intervenções,  mesmo  com  uma  diminuição  na  taxa  de  cobertura.  As principais  intervenções  nesse  período  foram  relacionadas  à  suspensão  de  antimicrobiano (36,5%) e ajuste de posologia (27%). 18,8% dos antimicrobianos foram suspensos por tempo de tratamento,  13,9%  devido  à  profilaxia  cirúrgica  e  3,8%  por  não  haver  indicação.  E  quanto  à posologia  14,2%  os  antimicrobianos  estavam  em  subdose  e  12,8% em  sobredose.  Houve também  intervenções  relacionadas  à  inclusão  de  antimicrobiano,  sugestão  de  alteração  de terapia,  orientação  de  administração,  sinalização  de  incompatibilidade  medicamentosa,  alergia medicamentosa,  sinalização  de  interação  medicamentosa e  switch  de  forma  farmacêutica endovenosa   para   via   oral.   O   farmacêutico   clínico   é   responsável   pelo   uso   racional   de antimicrobianos e por consequência, controle de resistência bacteriana aos antimicrobianos. No nosso  serviço  o  farmacêutico  clínico  realizou intervenções  principalmente  quanto  ao  tempo  de tratamento e posologia de antimicrobianos.

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