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Paper Details

Longevos: o sistema de saúde sabe quem são e serão os muitos idosos na capital do Brasil?

Nathália Silva Mendes, Higino Alexandre Ferreira, Milena Pires de Medeiros, Kerolyn Ramos Garcia, Aline Gomes Oliveira

Journal Title:Revista de Iniciação Científica e Extensão
Abstract


O  paradoxo  da  evolução  da  ciência  e  da  tecnologia  em  saúde  com  a  lógica  capitalista  de produção nas sociedades, constitui uma questão importante de reflexão quando se considera a longevidade humana. No Brasil, a população está envelhecendo, e os sistemas de saúde pública estão  despreparadas  para  o  amparo  desses  idosos  na  sociedade,  que  em  2015,  constituíram cerca  de  3  milhões  de  pessoas  no  país.  É  imprescindível  mencionar  que  os  indivíduos  muito idosos  estão  sendo  negligenciados  pelo  sistema,  demonstrado  pela  ausência  de  planejamento, iniciativas  de  prevenção  e  atendimento  dos  serviços  especializados  de  saúde.  Identificar características    semelhantes    dos    indivíduos    muito    idosos    considerando    as    variáveis socioeconômicas  e  suas  concentrações  populacionais  no  Distrito  Federal.  Para  realizar  esse estudo foram extraídos dados da PDAD de indivíduos com 80 anos ou mais, correspondendo a uma   amostra   de   1526   indivíduos.   Foi   realizada   uma   análise   de   Cluster   Hierárquica   de Agrupamento, utilizando o método de Ward e o Coeficiente de Similaridade de Jacard. O número de  clusters  foi  definido  a  partir  da  análise  do  dendograma.  Cerca  de  58,26%  da  amostra  era composta  por  mulheres  e  41,74%  por  homens. A  média  de  idade  foi  de  84,79  anos,  sendo  a menor  idade  80  e  a  maior  105  anos.  Sua  maioria  sem  companheiros  (58,58%),  mesmo  com  a idade avançada, 64,22% ainda se declaram como mantenedores de seus lares. Após análise do dendograma  estratificou-se  a  amostraem  4  grupos,  destaca-se  a  diferença  entre  eles  (p≤0,05) quanto   aos   homens   serem   minoria,   sendo   presentes   somente   no   grupo   1,   com   baixa escolaridade  ainda  com  companheiro  e  com  renda  de  R$1.815,00.  As  heterogeneidades encontradas  sugerem  que  o  processo  de envelhecimento  urge  por  políticas  públicas  que consideram  as  atuais  características  dessa  população,  sendo  necessária  a  adequação  para gerar equidade entre os sexos e locais de moradia.Descritores: Longevidade; Saúde; Idosos.

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