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Paper Details

Teste in vitro de Ação Anti-helmíntica com Extrato Aquoso de Psidium guajava (Goiabeira) no controle de Strongyloides venezuelensis

Alexandra Babosa da Silva, Gustavo Rodrigues de Souza, Lana Cristina Evangelista Ferreira Sá, Petrya Carolina Feliciano Vieira, Iriani Rodrigues Moldenade, Eleuza Rodrigues Machado

Journal Title:Revista de Iniciação Científica e Extensão
Abstract


Psidium  guajava  L  (Goiabeira)  é  uma  árvore  frutífera  tropical,  nativa  de  toda  a  América,  exceto Méxicoe Canadá.  Chás  de  folhas  dessa  planta  é  usada  no  controle  de  reumatismo,  diabetes, diarreia,  úlceras,  antibactericida,  antihelminticos  trematoda  e  nematoda  de  animais.  Apresar  da fruta  goiaba  ser  amplamente  consumida  pelos  brasileiros,  e  as  folhas  e  casca  serem  muito usadas  para  desarranjos  gastrointestinais  no  Brasil,  até  o  momento  não  existem  estudos científicos  que  mostrem  que  essa  planta  atua  como  anti-helmintíco  para  helmintos  patogênicos do  homem. Objetivo:  Verificar  in  vitro  se  o  extrato  aquoso  de  Psidium  guajava  L  (Goiabeira) apresenta ação vermicida para o nematoda Strongyloides venezuelensis. Material e Métodos: S. venezuelensis é mantido Laboratório de Parasitologia e Biologia de Vetores, FM-UnB em Rattus novergicus.  Fezes  de  ratos  infectados  com  1.500  larvas  infectivas  (L3)  foram  cultivadas  em carvão  mineral,  mantidas  a  26ºC/3  dias.  As  L3  foram  recuperadas  pelo  método  de  Rugai,  e lavadas 3x em água destilada. Em seguidas contadas e cerca de 1.100 L3 diluídas em 100 μL de  água  e  usadas  nos  testes.  Psidium  guajava  L  foi  coletada  de  lavoura  de  goiabeiras  do município da cidade Regional Brazlândia-DF. As cascas foram lavadas com água, secas a 60ºC e  trituradas.  35  g  do  pó  foram  diluídos  em  300  mL  deágua  e  deixado  em  repouso  a  4oC/24  h. Esse extrato foi coado, dividido em alíquotas, congelados a -20º C e liofilizados. 0,5 g desse pó foi  diluído  em  5  mL  de  água  (Solução  inicial)  e  dessa  solução  realizaram  10  diluições  seriadas (v/v = ½ extrato + ½ de água destiladas) e usaram 600 μL em cada teste + 100 μL de água com as  L3,  sendo  o  volume  final  de  700  μL/poço.  Como  controle  positivo  usaram  água  +  L3,  e controle negativo usaram o vermífugo ivermectina na concentração de 0,06 mg/mL. Nos demais poços adicionaram 600 μL do extrato nas diversas diluições + 100 μL água com L3. As analises foram feitas em 12, 24, 36 e 48 h, com leitura de todo o líquido. Os resultados foram dados em porcentagem de larvas mortas ou vivas observados usando M.O (Objetiva de 10x).Resultados: 98% das larvas L3 do controle positivo estavam vivas até 48 h após o início do experimento. L3 tratadas  com  ivermectina  morreram  100%  após  24  h  do  tratamento.  O  extrato  da  casca  de Psidium guajava na concentração de 0,5 g matou 90% das L3 no tempo 12 h após o tratamento. A partir de 0,25 g a morte das L3 foram tempo dependente, onde na concentração de 0,03 g no tempo de 48 h 100% das L3 estavam mortas. Conclusões: Extrato aquoso de casca de Psidium guajava  L  apresenta  efeito  anti-helmintíco  sobre  S.  venezuelensis.  Esse  extrato  poderá  ser utilizado  em  futuras  pesquisas  para  isolamento  do  princípio  ativo  e  produção  de  anti-helmintíco para Strongyloides sp. e outros nematoda

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