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Paper Details

Cardiotoxicidade da TARV em Idosos HIV Positivo: Alterações Metabólicas como Determinante da Doença Aterosclerótica no Paciente Idoso. Revisão da Literatura

Lustarllone Bento de Oliveira, Pedro Luiz Gonçalves Chaves, Anna Maly Leão Eduardo, Raphael da Silva Affonso, Eleuza Machado Rodrigues

Journal Title:Revista de Iniciação Científica e Extensão
Abstract


Nos últimos anos o Brasil presenciou um crescimento no número de indivíduos idosos, com uma previsão que até o ano de 2025, ocupará a 6º posição no mundo com a maior população idosa. Porém,  nos  últimos  anos  o  Brasil  tem  presenciado  diante  do  cenário  mundial  um  número crescente de idosos diagnosticados com HIV. De acordo com CASSÉTTE et al, 2016., descreve que o número de casos de HIV em idosos no Brasil cresceu vertiginosamente nos últimos anos. Sendo  que  entre  os  anos  de  1980-2001  o  número  de  pessoas  com  mais  de  60  anos  com diagnóstico  com  HIV  foi  de  5.410.  Descrever  as  complicações  no  sistema  cardiovascular  em pacientes idosos portadores de HIV e o uso da Terapia Antirretroviral Combinada -TARV. Trata-se  de  uma  revisão  bibliográfica  utilizando  as  bases  dedado  Lilacs,  PudMed,  Sciello,  anais eletrônicos  de  Universidades  Federias  e  das  Sociedades  Brasileira  de  Geriatria  Gerontologia  e Cardiologia, publicações entre os anos de 2000 a 2017. Dentre os resultados obtidos desde o início  da  epidemia,  em  1980,  até  2012,  já  foram  notificados  14.161  casos  de  HIV/AIDS  em pessoas  com  idade  de  60  anos  ou  mais  no  Brasil,  sendo  9.225  do  sexo  masculino  e  4.936 mulheres.  A  terapia  com  a  TARV  proporcionou  aos  pacientes  uma  maior  expectativa  de  vida  e uma redução significativa nas infecções oportunistas, que são característicos pela infecção aos vírus.  Entretanto,  em  razão  do  aumento  da  prevalência  de  doenças  como  a  diabete  melito, dislipidemia  e  lipodistrofia,  doenças  cerebrovasculares  e  as  patologias  cardiovasculares  de maneira  prematura  têm  sido  descritas  na  literatura  ao  longo  desses  anos  após  o  advento  da terapia antirretroviral. A predisposição à aterosclerose resulta da própria infecção pelo HIV, das alterações  metabólicas  decorrentes  do  uso  da  terapia  antirretroviral  ou  ambos,  o  paciente exposto  às  doenças  ateroscleróticas,  consequentemente  o  paciente  em  terapia  terá  maior chance de complicações cardíacas, associado à idade em fase já da velhice, torna-se um fator complicador na terapia, desafiando os profissionais a contornarem tal situação. Diante dos dados obtidos,  conclui-se  que  os  idosos  portadores  do  vírus  do  HIV  em  tratamento  com  a  terapia antirretroviral  encontram-se  expostos  a  diversos  efeitos  da  terapia,  sendo  uma  delas  e  de importância para os estudos farmacológicos, a toxicidade cardíaca.

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